terça-feira, 10 de março de 2009

De volta à normalidade

CAAAARAAAAA, gente, sinceramente eu não aguentava mais ter que escrever aquela história pra postar aqui, então, se vocês quiserem bis, por favor falem, porque por conta própria, eu acho que eu não vou repetir a experiência.
Então...
estreando a volta à normalidade, vou falar de cabelo!
Eu estava navegando na internet, quando ví, no blog Cherry Chérie um post com algumas diquinhas de beleza! (sempre bem vindas por sinal).
Eu resolvi testar uma delas, que me chamou atenção, porque eu tenho o cabelo muito³ oleoso.
Lá dizia o seguinte: "Brilho nos Cabelos: Depois de lavar os cabelos, dissolva 2 colheres de vinagre em 1 litro de água e enxágüe os cabelos com essa mistura. O vinagre, por ter efeito adstringente, remove parte da oleosidade dos fios e do couro cabeludo e deixa o cabelo mais brilhante, sem ressecar."
Eu brilhei quando vi isso, porque é um saco essa oleosidade; eu lavo meu cabelo e no dia seguinte parece que não faço isso há dias.
Resolvi testar.
Num belo sábado de manhã, fiz uma hidratação com a máscara capilar Massageno da barrominas, e no final, passei a tal mistura de água com vinagre.
Sim, boa parte da oleosidade do meu cabelo foi para o beleléu! mas eu achei minhas pontas um tanto ressecadinhas. BESTEIRA, porque na próxima lavagem, ele ficou lindo! e nem um pouco ressecado, mas ainda menos oleoso. e olha que eu passei bastante silicone!
AMEI A DICA! Eu não sei se foi isso ou a hidratação ou o condicionador (passei johnson's baby), mas o fato é: meu cabelo ficou super macio e brilhante e sem frizz! *-*

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Ps: checando o meu google analytics, vi que tem uma galera de portugal visitando o meu blog, então, sejam muitissimo bem vindos okay?
:**

segunda-feira, 9 de março de 2009

Viradas da vida 4

-Víctor, preciso falar com você!
-L-LUÍS? Quer dizer, fale!
-Com licença Júlia!- a menina saiu sem dar uma só palavra. O clima era tenso.
-Você não ficou chateado com que viu agora não é? –víctor começou.
-Não! Alias, não mais! Eu já estive chateado antes, mas agora já superei.-sua voz era firme, uniforme.- Você precisa aprender, Víctor, que fofocas correm rápido! E é claro que um dia chegaria aos meus ouvidos a notícia de que você contou à SARA, que eu gostava da Júlia! Eu sabia que você era capaz de muita coisa ruim, mas trair o seu melhor amigo... como você foi capaz?! ME TRAIU! EU CONFIEI EM VOCÊ!
-ÊA! Calma aí cocada! Eu errei sim, mas agora o que posso fazer? Foi mau, escapuliu.
-Pedir desculpas é o mínimo, por mais que eu não as aceite. E tem mais! O QUE te leva a dizer a todos que eu sou duas caras e falso? Quero dizer, por que me chama de amigo, se nem é capaz de chegar na minha cara e dizer isso? Você sempre foi cara de pau mesmo não é?
-Olha Luís, eu te acho duas caras sim, se é o que você quer saber! E tem muita gente que concorda, por mais que eu não tenha espalhado pra todo mundo, eu sei que muita gente acha isso! Agora por favor, para de gritar comigo que isso faz mal pra pele!
-Tá! Vá lá então passar uns creminhos pra repor. Só vê se cria alguma masculinidade pra ter coragem que falar as coisas na minha cara e não pelas costas. Tchau viadin...- Luís não foi capaz de terminar a frase, sentiu algo pesado acertando-lhe a face, bateu contra algumas cadeiras que cortaram o seu braço e quando estava prestes a revidar, Juliana o segurou, impedindo.
Como se fosse programado, o diretor entrou na sala naquele momento, “o que está havendo?" Perguntou.
-Alí diretor, foi ele que começou!- Júlia se esganiçava apontando para Luís, que viu uma sombra de sorriso nos lábios de Víctor.
-Os dois, pra minha sala- o diretor bradou, saindo Dalí, com os dois garotos nos seus calcanhares.
Suspensão para ambos. A segunda de Luís, sétima de Víctor. Este, entrou em matrícula condicional, e 10 anos depois, estaria sendo preso por agressão à sua namorada, uma tal de Júlia Souza, e tentativa de suborno ao responsável pelo caso.

sábado, 7 de março de 2009

Viradas da vida 3

3. É preciso ir mais fundo para enchergar a tal luz.

Quase não dormiu, mas quando acordou, não estava cansado. Sabia que seria muito difícil, mas era simplesmente necessário ter aquela conversa.
Levantou da cama e tomou um banho rápido, apenas escovou os dentes, não tinha fome para tomar café. Chegou cedo no colégio, com o medo e a angustia crescendo desenfreadamente dentro de si. Respirar fundo era inútil; parecia-lhe que a qualquer momento o ar se negaria a encher o seu pulmão e ali mesmo ele cairia inerte.
“Calma, vai dar tudo certo” ele repetia para si mesmo. “Respire e inspire”.
Estava tremendo quando sua mão tocou a maçaneta da porta e a girou, lentamente, tentando adiar ao máximo aquele momento. Ele nunca chegava tão cedo da escola, estava uns bons 10 minutos adiantado. Sua mente estava vazia, sem idéias. Cedo demais, a porta se abriu, ele checou todo o lugar com o olhar, até que avistou: Víctor estava lá, no canto esquerdo, no fundo da sala, prendendo alguém contra a parede.
Aconteceu o que ele receava, o oxigênio protestava ao entrar no seu corpo, o chão foi descendo e ele caindo junto, aquela cena girava na sua mente, o ruído das conversas perturbava o seu cérebro, ele não queria pensar, raciocinar, não queria entender o que estava acontecendo. Suas pernas fraquejaram e perderam a força, foi preciso se apoiar na porta para não cair. A porta, os minutos de adiantamento, a insônia, a falta de apetite.
Tristeza tira o apetite, Victor havia tirado o seu apetite, provocando a sua chegada adiantada, o seu receio ao abrir a porta e a sua visão assustadora. Victor prendia Júlia contra a parede, mas ela não reclamava, apenas se fazendo de difícil, mas gostando da situação.
-Luís, o que há de errado com você? Está quase verde de tão pálido. –alguém perguntou, distante, mas ele não se preocupou em descobrir quem, menos ainda em responder. – Fale alguma coisa! Ande! Quer que eu te leve à enfermaria? –agora ele notou, era Juliana, grande amiga, mas que não pôde viajar com os outros. –Ah!-ela sussurrou seguindo o olhar do rapaz – Olha, eu já sei o que aconteceu nessas férias, venha, vamos conversar sobre isso!
O garoto a seguiu, contanto que saísse dali, que pudesse desviar seus olhos daquela cena.
-Lu, você não pode ligar pra isso.- Começou a amiga, ignorando as lágrimas que nasciam nos cantos dos olhos do rapaz.- Não guarde rancor dentro de si, eu sei que foi uma traição muito grande, mas todos nós sabemos que Víctor não é lá uma das melhores pessoas do mundo. Ele passa por cima de todos buscando o seu próprio bem.
-Mas nós éramos melhores amigos.
-Eu sei! E por isso você deveria ir falar com ele, tirar isso a limpo. Ele espalhou pra todo mundo que você era falso e duas caras, mas na verdade ele é quem está sendo, uma vez que é capaz de algo assim! Você acha que pode? Que consegue?
-Eu tenho que conseguir não é mesmo?- falou agora confiante, enxugando as lágrimas do rosto.
-Isso! E sobre a Júlia, ela não te merece!- Juliana lhe deu um abraço apertando e reconfortante, e saiu, deixando o só ao decidir o seu destino.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Viradas da vida 2

2. Em muitos túneis, a luz não é vizível

-O que foi Victor? Que cara de quem comeu e não gostou é essa?- Carlos perguntou quando o terceiro companheiro de quarto chegou.
-Cara de quem escovou os dentes e não gostou, você quis dizer! Minha escova estava com gosto de esgoto!
-Ah!- compreendeu o rapaz- eu já sabia que você era louco mesmo!- completou irônicamente, uma sombra de sorriso surgindo nos seus lábios.
Luís estava deitado na cama, se controlando para não partir pra cima do traidor, enrolado, imaginando correntes em lugar das cobertas, desejando que caso se descontrolasse, elas o segurassem ali, forçando-o a continuar impassivo.
-Okay, o meu lençol também está fedendo, então... talvez como um bom amigo, você possa me emprestar o seu Luis, por favor tá?- Victor reclamou, já arrancando as cobertas de cima do outro.
-Não, eu não posso!- revidou por entre os dentes, puxando de volta pano.
-O que há com você irmão?- Victor disse se rendendo, ele ainda achava que o seu “amigo” continuava sem saber das suas atitudes.
-Como assim?
-Você tem estado tão estranho! Parece até que levou corno! Hahaha!
-Ah, parece é?- E já ia perdendo a cabeça, quando Carlos reparou no seu punho fechado, segurou com firmeza no seu braço e sussurrou: “não! Não vai adiantar nada quebrar a cara dele aqui, agora!”
-O pior é que parece mesmo!- Victor riu, mas após, um silêncio tomou conta do quarto. Nele, apenas Luís demorou de dormir, amanha eles voltariam pra casa, mas como se já não bastasse essas férias, ele teria que aturar tudo ainda durante as aulas.

Os dias se passaram e as coisas só iam piorando. Até Carlos entrara na “panelinha dos populares”, por mais que continuasse fiel. Fora os amigos que possuía na escola e Carlos, todos estavam contra Luís. Ele ia ao shopping, se encontrava com Júlia e ela depois dizia que ele não parava de olhar para a mesma e comentar com quem que estivesse. As coisas nunca foram tão difíceis.
-Vou conversar com ele amanhã Carlos, sei que ficarei nervoso, mas é melhor! Eu preciso ou vir a versão dele! Sei que o Víctor já disse que conversaria comigo, mas ele não tomou iniciativa! E fique tranqüilo, ele não vai saber NUNCA que você me contou aquelas coisas!
-Tudo bem Luís! Você deve fazer o que achar que é certo! E vê se esquece a Júlia está bem? Ela não serve para você!
-É difícil meu amigo! Isso é o que eu mais quero fazer, você sabe.
-É! Agora já vou! Boa sorte amanhã!
-Eu vou precisar. Tchau!
O garoto voltou para a sua casa, mas naquela noite, ele quase não conseguiu pregar o olho, só pensando em como faria para falar com o traidor e se
o conseguisse, O QUE faria.

domingo, 1 de março de 2009

Viradas da vida

1.Um ato infeliz

Víctor sempre fora um rapaz muitíssimo vaidoso e convencido, chegava até a humilhar as pessoas às vezes, quando elas o incomodavam. Quem bem o conhecia, já imaginava que ele fosse capaz de QUALQUER COISA por ele mesmo, mas não que essa coisa seria tão ruim. Ninguém nunca pensou que ele pudesse ser tão falso e mau caráter. Pois passar por cima de alguém que se ama é diferente de fazer o mesmo com alguém que te incomoda.
Não, Luís nunca lhe fizera nada, e nem seria capaz, tamanha ara a amizade deles dois. Ele nunca seria nem nunca foi capaz de lhe fazer nada, por maior que fosse o seu sofrimento, ele não pagou com a mesma moeda, não foi falso, não estragou a imagem de Víctor, contando à todos os seus inúmeros podres; apenas o ignorou, pensando talvez que isso fosse o suficiente. Coitado do ingênuo Luís, não julgou necessário fazer o que a vida manda, na lei da sobrevivência humana, não pediu sequer UMA satisfação àquele que um dia fora o seu melhor amigo.

-Por que Víctor? Você sabe que Júlia te acha realmente atraente. Por que não quer ficar com ela? Você é ou não homem de verdade?
-Sabe que sou Lais, mas NÃO!
-Está mais é parecendo um covarde. Você nunca foi assim. Lembra daquela noite? Após o ano novo? Nossa, você me puxou pro canto, ninguém precisou insistir nada. Acha ela por acaso...
-Não Lai! Ela é linda, mas...
-Se não contar eu conto Ví!
-Conta o que Sara?-Lais quase babava de curiosidade.
-Tá bom então!-Murmurou Víctor; foi o pior que poderia fazer.
-Víctor não quer a Júlia, porque Luís é apaixonadinho por ela.
O silêncio foi imediato, um silêncio assustador, no qual Victor mergulhou fundo, percebendo que deveria ter sido fiel ao amigo, sem contar a ninguém o seu segredo.

Como sempre, essas fofocas se espalham feito vírus, e é claro que isso chegou aos ouvidos de Luis, pobre Luis. Talvez ele nunca tenha ficado tão bravo na vida.
-O que? Eu não acredito que o Victor fez isso! Então é por isso que todos me olhavam torto o dia todo? O tempo todo?- Ele andava de um lado para o outro, esmurrando tudo o que via pela frente- ele não tinha o direito, não podia- agora ele abria o armário de Víctor e jogava os seus pertences para fora- quero dizer, eu confiei nele não foi? Como ele pôde trair a nossa amizade desse jeito? Contar justo para a Sara, aquela fofoqueira nariz em pé! Não sei por que sou uma pessoa tão boa –ele ria bobamente, mesmo com as lágrimas marcando sua face- Quero dizer, de QUE adianta ser uma pessoa boa nesse mundo?
-Calma Luís, você não pode perder a cabeça- Seu amigo Carlos tentava controlá-lo.
-CALMA? VOCÊ ME PEDE PRA TER CALMA? SÃO 14 ANOS DE AMIZADE! TINHAMOS 1 ANO QUANDO NOS CONHECEMOS! ERA PRA ESSA VIAGEM AGORA SER PERFEITA! COMO EU VOU PODER DORMIR NO MESMO QUARTO DAQUELE CRETINO AGORA? COMO EU VOU PODER COMER NA MESMA MESA DA JULIA, SABENDO QUE ELA JÁ TEM CONHECIMENTO DA MINHA PAIXÃO?
Luís esfregava os pertences do amigo traidor no chão, raspava sua escova de dentes no vaso sanitário, o ódio borbulhando dentro de si, devorando as suas entranhas feito um monstro, que só fazia crescer, e crescer.